Nos anos 80 surgiu um conceito para um segmento de rock chamado “college rock“ baseado nas rádios universitárias.
Coisa de indie americano e o símbolo máximo deste conceito era e é para mim até hoje a banda R.E.M.
Na minha cabeça este conceito sempre teve a ver com os cursos de comunicação, que na época englobavam um monte de coisas, ou era jornalismo ou era comunicação, não tinha esta diversidade e ramificações de hoje, acho que até publicidade estava dentro desta célula tronco.
Neste meio surgiam bandas inspiradas em algo mais que só o som, tinha um conteúdo subjacente como cinema e literatura, além da preocupação de passar algo mais visual.
Estas bandas sempre tiveram um pé no underground, mas com um poder de agradar um público bem maior. O resto é história quem quiser que pesquise e escute, vale a pena.
Esta introdução torta é só para registrar minha indignação com o sobrenome “universitário” que vem sendo amplamente usado aqui na terrinha, tipo sertanejo universitário, forró universitário, pagode universitário e vanerão universitário.
Será que teremos músicas pós graduada? Que tal um funk mestrado.
Associar este sobrenome a estas coisas é bem reflexo do atual estado intelectual de nosso país. Onde se faz questão de desdenhar algo mais elaborado e intelectual, mas ao mesmo tempo todos querem se fazer de intelectuais e antenados, nem que seja fazendo citações ao twitter de celebridades “universitárias” (no sentido mais pejorativo possível para esta palavra).
Por que as pessoas não ficam no seu círculo, se assumem como são ao invés de ficarem criando artifícios para justificarem o que gostam, mas acham que não é legal. E neste processo tendem a atacar aqueles que elas “acham” que não aprovam seus gostos e ficam criando justificativas para desculpar suas ações.
Chega de “Fazidos” universitários, se assumam, não digam que estavam trocando de canal quando viram tal matéria no Silvio Santos.
3 comentários:
Olha a acidez do cara meu!
Que tal formarmos uma banda de punk rock de pré-escola?
Quinhos
Quinhos!! a quanto tempo! como andam as coisas por ai?
Acho melhor uma banda punk Mobral, fica melhor no contexto.
Mas acho que o público da UFSM tem a ver com o conceito original da coisa, um pessoal com mais interesse em cultura, um dos professores pelo menos eu sei que tem.
Ótimo texto João. Na semana passada eu e a Ana fomos em um jazz-bar aqui perto de casa e a crítica de um dos caras da banda era essa mesma. A figura falou que depois de: sertanejo universitário, pagode universitário e outros estilos universitários, daqui a pouco não seria de se admirar se surgisse tb um jazz universitário. Eu sinceramente espero que não!
Abraço.
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