A inspiração deste post vem do blog do Mini, http://www.oesquema.com.br/conector/2010/07/22/robos.htm. Confere lá o cara é bom mesmo.
Sempre que leio sobre um assunto, o mesmo gera um monte de coisas na minha cabeça, tudo se conecta e embaralha nos meus pensamentos. Este post do blog conector, gerou as seguintes idéias, mas não só elas…
A palavra enquanto,
Esta palavra usada neste significado, lá do título, veio da recente volta as salas de aula. Parecia ser, pelo menos 2 anos atrás, um jargão bastante usado no meio pedagógico. Nas minhas leituras que estão nos clássicos, no pop ou então no técnico usam ela apenas como uma conjunção subordinativa para designar uma simultaneidade temporal, não uma simultaneidade existencial. Acho ela meio pedante, talvez pelo público que a utiliza, normalmente usam com uma entonação como se a palavra se elevasse e crescesse de tamanho delimitada por enormes aspas. Mas no fundo, ela com papel existencial, foi esclarecedora para mim, pois consegue discernir diversos estados que tudo pode tomar, algo como a eterna mutabilidade. Então acho a palavra “enquanto” bem taoista e bem legal para definir muita coisa.
Quando automatizar,
Outro item que está relacionado diretamente ao post é como utilizar automatismo em tarefas cotidianas. Isto é meio complicado de explanar, mas me lembra de um jovem que tem seu primeiro salário, porém as tarefas básicas ainda são mantidas pelos seus pais. Ou seja, ele só quer gastar o seu rico dinheirinho com o que lhe dá prazer, tipo comprar um tênis novo, vídeo game e CDs é com seu dinheiro, já as compras básicas, de manutenção e infra estrutura são com o dinheiro dos pais.
Quando se fala de ensino assistido por robôs, tema do Mini, todo mundo começa a se coçar. Se for o aprendizado padrão, alfabetização, matemática e ciências tem que ser feito por pessoas, pois tem-se a idéia de que isto é a formação da pessoa como indivíduo, então esta tarefa é de humanos, como um robô poderia se meter nisto?
Já se o ensino for profissional, como operar uma máquina, aprender um idioma por obrigação então parece ser tarefa chata, como comprar cuecas e meias com o próprio dinheiro para um jovem. Neste caso algumas pessoas aceitam um robô ou mesmo a transferência de conhecimento a lá matrix, coloca um capacete e faz um download.
Esta idéia de frieza que as máquinas tem versus o calor humano eu acho questionável, pois sempre as comparações são feitas de modo tendencioso, como se todos os professores fossem extremamente dedicados e tivessem como único objetivo o crescimento do seus pupilos.
E a velha questão do tempo,
Tenho a mania de pensar estas questões que agora causam controvérsia em outras épocas. Como será o ensino em 20, 40, 50, 100, 200, 500, vamos lá, vamos pensar mais adiante, daqui a 1000 anos, quem viver verá!
Por sinal, quando alguém souber de um download cerebral de pontuação favor me avisar, eu e as vírgulas, isto eu nunca vou aprender a usar direito.
5 comentários:
Pois então, João, eu estou entrando no mundo da "educação a distância". Ela se aproxima um pouco com o ensino feito por robôs, já que ela é "mediada por sistemas de comunicação". Sempre achei a EAD uma tremenda picaretagem e não tenho receio de dizer: entrei nessa pela grana. Agora dentro dela vejo que as ferramentas são boas, mas tudo depende muito mais do aluno. Enfim, vou fazer o possível para que meus alunos tenham algum gosto pela Física.
Vamvê
(ah sim Punk Rock Mobral é bem melhor!)
Acompanho de perto este dilema de professores, pela patroa que também da aula, ela se envolve com Capes, formulação de curriculos e novas tecnologias de ensino, antes do interesse pela odonto e radiologia ela tem gosto pelo ensino em si. E acho que o grande problema atual é transferir muito da responsabilidade do aprendizado para o professor, e para os alunos responsabilidade zero.
Tinha um chefe que dizia, se tu leu alguma coisa e não entendeu alguém é burro, quem escreveu ou quem leu, eu complemento dizendo que os dois podem ser burros.
Nas aulas da teoria da comunicação, estudei uma teoria que diz que o meio é a mensagem, demorei para sacar, mas para falar sobre isto é mais uma longa história. E o ensino a distância pode ser uma boa, e não tem como evitá-lo, pense como será em 100 anos, risos.
Olá, João;
Venho por meio deste parabenizar seu blog. Esta é a primeira vez que o acesso e não desgrudei-me dele até terminar de lê-lo por completo.
Gostaria de saber o que você acha de meu blog:
www.pausa-para-ler.blogspot.com
Pois estou selecionando apenas blogs que creio serem de boa qualidade estrutural.
Desde já agradeço;
Rubria.
Gosto muito da forma como escreve, embora divirja da minha. Inclusive, gostaria de desenvolver temas daqui no meu blog.
Abraço.
Gosto muito da forma como escreve, embora divirja da minha. Inclusive, gostaria de desenvolver temas daqui no meu blog.
Abraço.
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